Dimas Covas, atual diretor do Butantan fez parte de auditoria que suscitou crise

Uma matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, denunciou que o atual diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, escreveu, a pedido de uma auditoria sobre a produção de hemoderivados do Butantan. No texto, Covas, defendia a produção de um fármaco do qual ele detêm a patente.

A divulgação dos resultados do relatório desencadeou a crise institucional do Butantan, que incluiu a queda do ex-diretor Jorge Kalil.

No relatório, segundo a Folha de São Paulo, Covas defendia a produção de fator 8, ou seja, sem a necessidade de sangue. A proposta, porém, é mal vista por alguns pesquisadores do Butantan, porque investir nessa alternativa poderia agravar ainda mais a situação da fábrica de hemoderivados do instituto, tornando-a obsoleta e deixando passar a oportunidade de gerar inovações.

A fábrica de hemoderivados já recebeu investimentos de mais de R$ 200 milhões, mas, nove anos depois, ainda está sem previsão de funcionar, por problemas tanto na parceria com empresas estrangeiras quanto por falta de matéria-prima.

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